Escritores quase cegos (ou cegos mesmo)


Pedro Henrique

Pedro Henrique

Nerd, largou Letras no último período para estudar Sistemas de Informação. Sonha em dominar o mundo e é fã de Harry Potter. Viciado em Legacy of kain, passa horas na frente do computador jogando a mesma coisa, sempre. Surdo, adora música celta. Vá entender...

Quem é vivo, sempre aparece!

Eu sei, meus caros nerds, estive sumido por um tempo quase incontável. Mas, tudo tem uma explicação que, por hora e por necessidade de resumi-la, se deu por ter começado minha faculdade de Sistemas de Informação. Estou aproveitando um tempo livre entre provas e trabalhos para escrever alguma coisa bacana para vocês.

Pois bem, vi, dia desses, uma matéria no site da revista Super Interessante que me chamou a atenção, até porque, se trata de um assunto bastante ligado ao LiteraNerd. Vamos lá.

Todo mundo pensa, naturalmente, que para escrever é necessário enxergar. Não deixa de ser uma verdade. Porém, todos sabem que os cegos de nossos dias não estão completamente impedidos de se empreitar numa carreira literária. Afinal, é para isso que foi criado o Braille.

Pensando nisso, a Revista Super Interessante publicou em seu site um texto bem bacana sobre seis grandes escritores que, vejam só, eram quase que completamente cegos! É isso mesmo, escritores cegos!

Na verdade, o que ocorre é que, nem sempre, a escrita foi uma realidade na história da humanidade e, por conta disso, muita coisa sobre nossa história, principalmente, antes da invenção da escrita, se perdeu no decorrer dos séculos. Porém, todo mundo sabe que, antes de existir a escrita, algo mais forte e antigo existiu: a fala. E é sobre isso que a matéria “6 escritores consagrados que não enxergavam direito” fala.

A Super Interessante decidiu meio que revelar ao mundo, os defeitos visuais de seis grandes escritores da humanidade: Homero, Luís de Camões, John Milton, James Joyce, Aldous Huxley e Jorge Luiz Borges.

Para quem não conhece esses nomes triste, segue a dica do querido nerd desaparecido aqui.

Homero foi o grande homem por trás de dois grandes textos da história da humanidade: Ilíada e Odisseia, que falam, resumidamente, sobre os grandes heróis da história Grega. Luís de Camões é considerado por muitos, o maior escritor de Língua Portuguesa e da Literatura Portuguesa, foi ele quem escreveu Os Lusíadas, um grande e importantíssimo épico português e que é um grande sucesso em todo o mundo. John Milton é o cara por trás de O Paraíso Perdido, uma história sobre céu, inferno, Adão e Eva e, é claro, o nosso querido Lúcifer. James Joyce é o cara que todos dizem conhecer, mas não conhecem. Brincadeira! Na verdade, foi ele quem escreveu Dublinenses, Ulisses e Finnegans Wake. Aldous Huxley é o escritor de Admirável Mundo Novo, obra que serviu de inspiração para muitos trabalhos importantes de nossa geração, seja no mundo literário, ou mesmo no cinema. Por fim, vem o argentino Jorge Luiz Borges (viu só, e depois tem gente que diz que argentino não faz coisa boa) que escreveu Ficções e O Aleph.

O interessante, porém, é que esses autores, mesmo com seus diversos problemas visuais, não tiveram impedimento para se tornar ícones da literatura mundial. Cada qual com o seu problema, insistiram nos seus trabalhos, lutaram contra todo o universo de limitações para serem algo na vida. Como? Bem, como disse, mais antigo do que a escrita, é a nossa habilidade de falar. Como bem deixa claro a matéria da, esses autores, em grande parte das vezes, contaram com a ajuda de amigos, para os quais ditavam suas histórias e, só assim, puderam publicar seus livros. Outros, porém, como Aldous Huxley, conseguiram superar o problema, fazendo uso de lentes e outros artifícios para conseguir escrever. Alguns, como Camões, tiveram de se contentar com um olho só.

Enfim, o grande “x” da questão é que, mesmo com as limitações impostas pela vida, quando se quer algo, tudo pode acontecer, é só tentar.

Segurança e paz.

Até a próxima!

 

Créditos à Revista Super Interessante.